ITAMAR SCHÃœLLE DESMISTIFICA ‘FAMA INGRATA’ DE TREINADORES SULISTAS

ITAMAR SCHÃœLLE DESMISTIFICA ‘FAMA INGRATA’ DE TREINADORES SULISTAS

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Catarinense de Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, Itamar Schülle tem raízes futebolísticas do sul, onde tem uma longa folha de serviços prestados ao futebol gaúcho, catarinense e paranaense. O técnico do Botafogo-PB, no entanto, desmistifica a fama de que treinadores do sul do país são ‘retranqueiros’ por essência. Para Schülle, o equilíbrio entre os setores é o que faz uma equipe ser competitiva. E os números do Belo na temporada confirmam a visão de seu treinador.
Entre os 20 times da terceirona, o Botafogo-PB tem o segundo melhor ataque, com 60 gols, abaixo apenas do Fortaleza, que já foi às redes 78 vezes na temporada. Contudo, no quesito defensivo, o Belo é quem tem melhor aproveitamento com 33 gols sofridos em 42 jogos oficiais em 2016. No grupo A da Série C, o time paraibano tem o terceiro melhor ataque com 16 gols e a melhor defesa com 10 tentos sofridos, números que rendem a co-liderança da competição.

“A gente prioriza o equilíbrio. Temos de marcar bem, ter uma boa marcação, a primeira coisa é ter esse entendimento. Quando você marca bem você joga. Quando não marca o time também não joga. Acaba se perdendo em campo e os jogadores não sabem em que setor está. E quando você fica com a bola conseqüentemente não tem uma produção desejada. Aí começa uma série de problemas durante uma partida. Ela sabendo marcar vai tomar poucos gols. É o caso do Botafogo-PB. E quem marca bem posteriormente vai saber atacar e ocupar bem os espaços e cada movimentação que precisa ser feita. São situações que trabalhamos para os atletas possam ter consciência no que fazer. Isso tem sido importante para a equipe se manter bem”, destacou Schülle.

Como jogador, Schülle foi volante de origem e atuou por cerca de 13 anos. Chegou a atuar com Tite, atual técnico da seleção brasileira, no Clube Esportivo Bento Gonçalves, em meados de 1989. Ele acredita que o futebol moderno pede força, qualidade e inteligência, herança do futebol sulista.

“O sul sempre teve jogadores aguerridos de muita marcação. Dunga, Falcão… O Falcão além de ter sido um jogador extraordinário tinha uma marcação consistente. Então essa fama de que treinadores do sul são retranqueiros foi criada lá trás pela origem do futebol gaúcho. Na realidade são times de uma boa marcação e assim o Internacional foi campeão mundial e o Grêmio também. Os números estão aí. Nós treinadores tem exercido o que o futebol pede. Uma marcação consistente, uma boa posse de bola, rápida no contra ataque e isso é o futebol moderno, é o que procuramos ter. Uma equipe veloz que procura usar as características de cada atleta”, completou.

Antes de voltar para o Belo, Schülle passou pelo Operário-PR, onde conseguiu o feito de ser o primeiro técnico campeão estadual com o time de Ponta Grossa. A campanha terminou com o Fantasma tendo o melhor ataque com 28 gols e a segunda melhor defesa com 11 gols sofridos. Anteriormente comandou o Novo Hamburgo por um ano e sete meses, disputando 133 partidas com 64 vitórias, 37 empates e 32 derrotas.

Assessoria

 

Por Redação Portal Tambaú 247

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